sexta-feira, abril 06, 2007

Notícias - traduzidas pela Margarida

Mais do mesmo...
"Mal Rerden: Não perdoo à Fretilin

Depois de se encontrar com o Presidente da República Xanana Gusmão na Segunda-feira (2/4) no Palácio das Cinzas Caicoli Dili, o comandante da ISF Brigadeiro General Mal Rerden disse aos jornalistas que não perdoará aos líderes da Fretilin, especialmente ao Secretário-Geral Mari Alkatiri em relação ao incidente em Ermera-Gleno no Sábado passado."

(Timor Post)

Vergonhosa a falta de isenção do comandante australiano em relação à FRETILIN e a Mari Alkatiri...

Ainda não pereceberam qual a sua missão, ou melhor não a escondem sequer...


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A Campanha Presidencial processa-se bem
UNMIT – Abril 04, 2007

O Representante Especial da ONU em Timor-Leste disse que a ausência de incidentes sérios relatados a meio da campanha presidencial é um tributo directo do povo de Timor-Leste que estão a manifestar com clareza o seu compromisso com um processo democrático pacífico.

O Sr Atul Khare disse que era também um tributo para as autoridades de Timor-Leste – assistidas pela comunidade internacional através da ONU – que estão a trabalhar para garantir eleições credíveis. “Gostaria de congratular o Vice-SRSG Finn Reske-Nielsen e a sua equipa da Secção de Assistência Eleitoral e a UNDP que apoiaram diligentemente as autoridades nacionais para garantir que as eleições presidenciais em 9 de Abril sejam livres, correctas e que os resultados sejam aceitáveis para todos,” disse o Sr Khare.

O Sr Khare disse que as campanhas para todos os candidatos se focarão obviamente nas suas visões e objectivos para o desenvolvimento de Timor-Leste. Contudo um objectivo comum deve unir todas as campanhas; e que é a inclusão. A importância da inclusão está definida na regra 15 do Código de Conduta Presidencial assinado por todos os candidatos e testemunhado pela igreja, sociedade civil e ONU em 15 de Março, que declara que todos os candidatos devem usar:
“… Uma linguagem que garanta um ambiente pacífico, livre de difamação, não-ameaçador, que não encoraje a violência e sem críticas pessoais a pessoas ou a um grupo de pessoas, nomeadamente outros candidatos e seus apoiantes …”

As eleições devem ter um impacto restaurador e unificador e não devem, em circunstância alguma, levar à divisão. “São ainda o começo do processo democrático para levar à participação nas tomadas de decisões para o bem comum,” disse o Sr Khare.

Para mais informações por favor contacte o porta-voz da UNMIT Allison Cooper em +670 7230453

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UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA – Quarta-feira, 4 Abril 2007
Relatos dos Media Nacionais

Horta: “Há que receber os resultados das eleições corajosamente”

Depois de estar na cerimónia de tomada de posse de Armindo Maia para ser o embaixador de TL nas Filipinas no Palácio das Cinzas na Terça-feira 03/04, o candidato presidencial Ramos Horta apelou a toda a gente de Timor-Leste, especialmente aos militantes e simpatizantes dos partidos, para receberem os resultados das eleições presidenciais corajosamente e sem violência. (DN)

Lu-Olo acredita que ganhará as eleições presidenciais

Depois de fazer campanha em todos os distritos, o candidato presidencial Francisco Guterres Lu-Olo fez campanha em Oecusse na Segunda-feira (2/4) acompanhado pelo Secretário-Geral da Fretilin Mari Alkatiri, Vice-Secretário-Geral José Reis, a Comissão Política Nacional (CPN) e todos os membros do Comité Central da Fretilin (CCF).

No seu discurso, Lu-Olo disse aos seus militantes e simpatizantes na Aldeia Nuno-heno Mota Tono, Cunha do sub-distrito Pante Makassar no Distrito de Oecusse, que ganhará a eleição presidencial em 09 Abril 2007.

Mais ainda, Lu-Olo disse que sentiu que ganharia a eleição presidencial desde o princípio da campanha em Ossu, Laclubar, Same, Maliana, Suai, Gleno, Liquica e Pante Makassar. Nestes lugares acredita que tem o apoio das pessoas para se tornar o presidente da RDTL. (DN)

Horta: “alguns estão-se a esconder atrás de símbolos”

Depois de estar na cerimónia de tomada de posse de Armindo Maia para ser o embaixador de TL nas Filipinas no Palácio das Cinzas na Terça-feira 03/04 o candidato presidencial para o período 2007-2012 José Ramos Horta sisse que alguns se estão a esconder por detrás de símbolos.

“Esconde-se a Fretilin por detrás do símbolo, esconde-se Lu-Olo por detrás do símbolo ou escondo-me eu próprio por detrás do símbolo. Reviram uma lei nova que dizia que os candidatos presidenciais tinham que livremente acrescentar símbolos, por isso quis o símbolo nacional não o símbolo do partido” disse Horta. (DN)

Lúcia in Dili: “a juventude tem de confirmar a unidade”

A candidata presidencial Lúcia Lobato apelou aos jovens para confirmar a unidade e parar a violência. Lúcia falou a militantes e a simpatizantes no último comício da campanha na Terça-feira 03/04, em Kampu Demokrasia Dili.

Revelou que se for eleita, será uma figura que pode devolver amor, paz e unidade nacional que foram destruídas durante a crise. (DN)

Horta trabalhará arduamente com a igreja

Enquanto fazia campanha em Baucau na Terça-feira 03/04 o candidato presidencial José Ramos Horta, disse aos seus militantes e simpatizantes que se for eleito colaborará com a igreja católica pela razão de a igreja católica trabalhar arduamente para as pessoas desenvolverem o país. Acrescentou que o estado e a igreja são estão separadas, ambas as instituições são muito importantes. (DN)

Lasama: “abolirei Lorosae e Loromonu”

O candidato presidencial Fernando de Araujo Lasama disse aos jornalistas quando fazia campanha em Oecusse na Segunda-feira 02/04, que se for eleito forjará boas relações com outros órgãos de soberania para construir e desenvolver Timor-Leste.
Disse ainda que se for eleito, fará uma lei para regular as pessoas que usem as palavras Lorosae e Loromonu para dividir as pessoas. (DN)

Lu-Olo tem 70.000 participantes

Há 70.000 pessoas que participaram na campanha para as eleições presidenciais Francisco Guterres Lu-Olo. São tantas quantas as que tiveram os outros candidatos presidenciais.

Um comunicado de imprensa recebido pelo DN do Comité Central da Fretilin (CCF) na Terça-feira 03/04, disse que houve 10.000 participantes na primeira campanha de Lu-Olo em Ossu, 2.000 em Laclubar, 6.000 em Gleno, 3.000 em Liquica, 7.000 em Maliana, 7.000 em Ainaro, 12.000 em Suai, 7.000 em Zumalai, 6.000 em Aileu e 8.000 em Same e não contou ainda Dili e Oecusse. (DN)

A CNE recebe informações sobre o grupo que atacou o candidato Presidencial Lasama

O porta-voz da CNE, padre Martinho Gusmão declarou aos jornalistas numa conferência de imprensa na Terça-feira 03/04 no gabinete da CNE Kintal Boot Dili, que correntemente a CNE recebeu informação acerca do grupo que atacou o candidato presidencial Fernando Lasama em Viqueque inos últimos dias.

A informação foi recbida de observadoresnternacionais e foi emitida pela TV e por jornais que mostram gente do governo e do parlamento nacional atacaram o comício do candidato presidencial Lasama. (DN)

Afonso de Jesus: PNTL e a UNPol garantirão a segurança

O Comandante da PNTL Afonso de Jesus disse ao DN na Terça-feira 03/04 no Quartel-General da PNTL em Caicoli Dilique a PNTL e a UNPol trabalharão arduamente para garantir a segurança a toda a gente durante as eleições presidenciais e legislativas.
“Correntemente a PNTL e a UNPol estão a trabalhar arduamente para garantir e apoiar a maior segurança nas eleições gerais, dada a preocupação das populações com as questões da segurança,” disse Afonso. (DN)

Mal Rerden: não perdoo à Fretilin

Depois de se encontrar com o Presidente da República Xanana Gusmão na Segunda-feira (2/4) no Palácio das Cinzas Caicoli Dili, o comandante da ISF Brigadeiro General Mal Rerden disse aos jornalistas que não perdoará aos líderes da Fretilin, especialmente ao Secretário-Geral Mari Alkatiri em relação ao incidente em Ermera-Gleno no passado Sábado. (TP)

Segurança eleitoral precisa de envolver as F-FDTL e a PNTL

O pora-voz da CNE padre Martinho Gusmão pediu que as F-FDTL e a PNTL sejam envolvidas na campanha até ao dia das eleições. Observou que a ISF não tem vontade e se limitará a observar a violência que ocorre entre Timorenses, e não quer comparar, mas é claro que as F-FDTL e a PNTL garantirão a segurança do processo eleitoral. O padre falou aos jornalistas na Segunda-feira 02/04 no Gabinete da CNE Kintal Boot Dili. (TP)

CNE enviou materiais não-sensíveis para os distritos

O porta-voz da CNE, padre Martinho Gusmão, na Terça-feira 03/04 no gabinete da CNE Kintal Boot Dili informou os jornalistas que a CNE enviou materiais não sensíveis para as assembleias de voto em 13 distritos. Acrescentou que o material consiste de alimentos e tintas para apoiar as tarefas em cada assembleia de votos. (TP)

Morreu um membro da UNPol

Um membro da Polícia da ONU (UNPol) morreu no Domingo 01/04 de ataque cardíaco quando estava de serviço ao lado da PNTL no distrito de Bobonaro.

Relatos da UNPol de há alguns dias mencionam que cerca das 8:30 pm em Maliana um membro da UNPol morreu de ataque cardíaco depois de ter acompanhado o comandante do distrito de Bobonaro para um deslizamento de terras. Contudo o relato não mencionou a identidade do oficial. (TP)

CNE apela aos candidatos para educarem

A CNE apelou a todos os candidatos para educarem os seus/suas militantes e simpatizantes para compreenderam o ambiente de uma eleição presidencial, disse o porta-voz da CNE padre Martinho Gusmão aos jornalistas na Terça-feira 03/04 numa conferência de imprensa no gabinete da CNE Kintal Boot Dili.

O padre disse que na campanha presidencial, alguns dos militantes da Fretilin queriam apoiar Lu-Olo e outros apoiaram Horta e outros partidos da oposição também apoiaram Lu-Olo e Horta. Acrescentou que nesta eleição presidencial todos os Timorenses têm o direito de votar e devem contar com a sua própria mente. (STL)

Ministérios aopiam a campanha de Lu-Olo

De acordo com fontes próximas do governo, cada ministéria tinha de ajudar a campanha de Lu-Olo com fundos até US$50.000. Em resposta a esta questão, o membro do Comité Central da Fretilin (CCF) Constancia de Jesus disse que o CCF não recolheu dinheiro nem obteve apoio financeiro de cada ministério para activar a campanha de Lu-Olo.

Fretilin tem o seu próprio dinheiro e cada apoiante que trabalha para a Fretilin pôs US$0.50-US$5.00 na caixa comunitária em cada mês, explicou ao STL na Terça-feira 03/04 no Parlamento Nacional. (STL)

Horta: Fretilin usa Nakroma por razões de propaganda Purposes

Depois de ouvir várias declarações de membros da Fretilin, o candidato presidencial José Ramos Horta respondeu que agora é a vez da Fretilin de ouvir dele. Inicialmente quando o barco Nakroma chegou a Timor-Leste, a Fretilin usou-o para propaganda política no enclave de Oecusse. Horta expressou a sua desilusão com a acção. (STL)

PDHJ e a PNTL investigam o caso Makadique

Em relação ao assalto a apoiantes do candidato presidencial José Ramos Horta de que resultaram 12 feridos em Viqueque-Makadique, a Provedoria dos Direitos Humanos Justica (PDHJ) está a coordenar com o Comandante da PNTL Afonso de Jesus para investigar este incidente, disse o Vice-PDHJ Silveiro Baptista ao STL na Terça-feira no gabinete da PDHJ Caicoli Dili.

Explicou que a PDHJ enviou imediatamente gente sua para monitorizar este incidente. (STL)

Railos: a Fretilin manipula a informação

O ex-comandante do grupo armado secreto da Fretilin, Vicente da Conceição alias Railos, afirmou que a “Fretilin Maputo” manipula a informação pública dizendo que pessoas estragam o seu equipamento de campanha.

O presidente da Fretilin Lu-Olo e o Secretário-Geral da Fretilin Mari Alkatiri disseram que Railos e o seu grupo estragaram ou destruiram o seu equipamento de campanha quando faziam campanha em Liquica nos últimos dias. Em resposta a isto, Railos disse que a Fretilin manipula a informação pública. Acrescentou que construiu uma tenda para as campanhas dos candidatos presidenciais Lasama e Horta não para Lu-Olo assim tem o direito de destruir isso. (STL)

Horta merece ser presidente

Vicente da Conceição alias Railos de Liquica e Ernesto Fernandes alias Dudu de Ermera disseram que o candidato presidencial José Ramos Horta merece mais ser presidente da república e que o apoiam.

Dos 8 candidatos presidenciais ele prefere Horta. Horta é o diplomata do mundo e o laureado do Nobel disse ao STL Vicente da Conceição alias Railos, quando participava na conferência nacional do CNRT na última Quarta-feira na Biblioteca Xanana, Lecidere, Dili. O ex-comandante da Falintil Dudu concorda. (STL)

Campanhas dos candidatos presidenciais enganam a Constituição

O membro do Parlamento Nacional Pedro da Costa afirmou que as campanhas presidenciais se desviaram do mandato constitucional do Presidente e que têm estado a discutir em demasia programas do executivo.

“Observo que os programas de alguns candidatos presidenciais se desviaram do mandato dos poderes constitucionais dados ao presidente”. Disse Costa ao STL no Parlamento Nacional na Terça-feira 03/04.

Costa declarou que na Constituição sobre o mandato, o Presidente garante instituições sociais e democráticas, o funcionamento democrático do Estado, simboliza a Unidade Nacional, faz boas relações com todos os vizinhos e tem dois conselhos de Estado para declarar medidas de emergência e leis. (STL)

TVTL Notícias – 02 Abril 2007
TVTL Notícias – 03 Abril 2007

O 7º e último dia de campanha de Lúcia Lobato realizou-se em Dili na Terça-feira com participantes dos distritos e sub-distritos. Dirigindo-se à multidão sublinhou que é altura de a nova geração estar à frente da nação. O Presidente do PSD Mário Carrascalão afirmou também durante o comício que é altura de eleger um presidente que conheça o problema, esteve envolvido na guerra de 24 anos e abraça toda a gente.

Com o máximo apoio da população de Oecusse, Francisco Guterres Lu-Olo fez o seu 11º dia de campanha no enclave prometendo honrar as pessoas de Oecusse e as mortas durante a luta. Também reiterou o seu desejo de defender a soberania do enclave ae que não criará conflito com outros órgãos de soberania.

No seu 10º dia, Francisco Xavier do Amaral foi acompanhado por apoiantes de Tibar a Liquiça, o local da campanha onde afirmou que tinha criado a Fretilin, uma Fretilin com líderes diferentes dos de hoje. Promete que se for eleito presidente dará cuidados aos órfãos, veteranos e viúvas. Continua a sua campanha em Dili

Fernando de Araújo ‘Lasama’ prometeu reforçar os laços com outras nações. Disse que o presente governo não é o mesmo do anterior. Se for eleito estabelecerá legislação para não se usar os termos Lorosae e Loromonu como um objectivo político para dividir as pessoas. Máximo de participação dos simpatizantes.

João Carrascalão tem estado hospitalizado no Hospital Nacional em Dili há dois dias com infecção num pé. Procurou tratamento médico depois da campanha em Maliana. Teve alta do hospital e disse que participará na cerimónia de encerramento da campanha. Disse que se for eleito presidente se focará na área da saúde. Disse que o hospital nacional não parece um hospital porque está cheio de deslocados.

O último dia de campanha de Lu-Olo será em Dili na Quarta-feira acompanhado pela banda V-AlmaX e com a participação esperada de três distritos e sub-distritos. Falando numa conferência de imprensa, Arsenio Bano apelou à tolerância e para se evitar a violência de modo a celebrar o processo eleitoral.

Materiais enviadas para os distritos

O porta-voz da CNE, padre Martinho Gusmão disse durante uma conferência de imprensa na Terça-feira que os materiais eleitorais já foram enviados para os distritos. Disse que os materiais serão divididos entre os sensíveis e os não-sensíveis que serão distribuídos entre o 1º e o 8º de Abril.

Credenciais para embaixador de TL

Armindo Maia, antigo Ministro da Educação apresentou as suas credenciais como o novo embaixador de Timor-Leste nas Filipinas. Antes de assumir o cargo participará num curso de treino diplomático de uma semana na Malásia.

O embaixador da Dinamarca também apresentou as suas credenciais ao Presidente Xanana Gusmão como embaixador em Timor-Leste.

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Armas apanhadas na violência em Timor-Leste
Radio Austrália - 05/04/2007, 15:35

Forças de segurança em Timor-Leste confiscaram dúzias de armas numa tentativa para acalmar a violência política, antes das eleições presidenciais da próxima Segunda-feira.

Anne Barker relata de Dili, as tensões políticas desencadearam uma série de choques em Dili quando os Timorenses se preparam para votar um novo presidente.
Mais de 30 pessoas ficaram feridas em vários incidentes entre multidões de jovens no regresso de comícios políticos na Quarta-feira.

As forças de segurança confiscaram uma série de armas, incluindo facas e dardos fabricados em casa e uma pistola.

Descreveram a violência somente como exuberância de baixo-nível entre apoiantes rivais e dizem que não estão preocupados acerca da segurança antes ou durante a votação de Segunda-feira.

Há cerca de 3,000 polícias e soldados internacionais em Dili e em muitos distritos de fora.

Comissão Eleitoral alvejada

A comissão Nacional Eleitoral de Timor-Leste tem sido alvejada pela violência.
A Comissão, que tem a responsabilidade pela condução das eleições, diz que quatro homens assaltaram ontem à tarde os seus escritórios, ameaçando com paus os empregados.
Diz que tem receio pela segurança tanto dirante como depois da votação de Segunda-feira.

A ONU apela a eleições pacíficas

O Conselho de Segurança da ONU apelou a todas as partes em Timor-Leste para que se realizem na próxima semana "eleições livres, correctas e pacíficas".
Numa declaração lida pelo embaixador da Grã-Bretanha na ONU Emyr Jones Parry, que preside ao Conselho este mês, o órgão de 15 membros expressou "apoio total " às eleições agendadas para a próxima Segunda-feira.

Membros do Conselho descreveram a eleição "como um padrão significativo no processo democrático no país" e pediram a todos os partidos para "aderir ao princípio da não-violência e ao processo democrático e legal para assegurar que as próximas eleições presidenciais tenham um impacto unificador e contribuam para aproximar o povo de Timor-Leste."

O conselho apelou a todos os partidos Timorenses para “assegurar que se realizem eleições livres, correctas e pacíficas."

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ONU: Mais de 2,000 observadores para monitorizar as eleições da próxima Segunda-feira em Timor-Leste
Fonte: Serviço de Notícias da ONU
Data: 03 Abril 2007

Mais de 2,000 observadores nacionais e internacionais monitorizarão na próxima Segunda-feira as eleições presidenciais em Timor-Leste, as primeiras eleições realizadas na pequena nação desde que ganhou a independência da Indonésia em 2002, disse hoje a missão da ONU no país empobrecido.

Quase 1,900 observadores nacionais de mais de 50 organizações Timorenses já se registaram para observar a votação em 504 assembleias de voto em 13 distritos para as eleições de 9 Abril, disse a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) num comunicado de imprensa, acrescentando que serão também acreditados pelas autoridades eleitorais 180 observadores internacionais.

"O alto número de observadores nacionais significa o compromisso da nação com um processo correcto. Os observadores internacionais trazem a riqueza da experiência de outras democracias em desenvolvimento, experiência que usarão de modo correcto e desapaixonado," disse o Representante da ONU para o Apoio Eleitoral, Finn Reske-Nielsen.

A maior delegação internacional é da União Europeia, com 28 observadores apoiados por uma equipa de peritos. A estes juntar-se-á um grupo de deputados de topo do Parlamento Europeu, do Japão e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A Austrália, a República da Coreia e o Brasil também enviarão observadores e alguns países com embaixadas em Timor-Leste, incluindo os Estados Unidos, Indonésia, Nova Zelândia e China, mandataram os seus diplomatas dessas embaixadas para agirem como observadores imparciais.

A UNMIT está mandatada pela resolução 1704 do Conselho de Segurança da ONU para apoiar todos os aspectos do processo eleitoral das eleições presidenciais e parlamentares deste ano, incluindo dar apoio logístico e técnico e aconselhamento de política eleitoral. O Programa de Desenvolvimento da ONU (UNDP) está a dar apoio e instalações a ambos os observadores nacionais e internacionais.

Sobre a segurança na capital Dili, a Polícia da ONU (UNPOL) – que tem a responsabilidade total do policiamento – disse hoje que a situação tem estado calma sem quaisquer incidentes sérios de segurança relacionados com a campanha presidencial.

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A audição não revelou todos os factos

TEMPO Interactive - Terça-feira, 3 Abril, 2007

Jacarta: A audição realizada na semana passada pela Comissão da Verdade e Amizade da Indonésia-Timor-Leste (KKP) é vista como não tendo ainda revelado todos os factos relacionados com os sangrentos incidentes pós-referendo. "A recolha de informações e de opiniões que temos estado a fazer somente cobrem um terço dos factos," disse o presidente da KKP Benjamin Kangkoedilaga ao Tempo ontem (2/4).

De acordo com Benjamin, a KKP está ainda a recolher os factos por meio de investigação documental e de audições com muitas partes. "Incluindo as vítimas. Algumas vítimas foram questionadas. As que não foram, serão," disse. Benjamin estava hesitante em nomear os nomes dos militares e civis Indonésios que tinham sido interrogados pela KKP.

No princípio da semana passada, a comissão pediu declarações a várias personalidades relacionadas com os incidentes pós -referendo incluindo o bispo de Dili Carlos Filipe Ximenes Belo; o antigo governador de Dili Domingos Mariadas Dores Soares; o antigo Presidente B.J. Habibie; o antigo comandante do Regimento de Timor-Leste Major General Tono Suratman e a pessoa da pró-integração Eurico Guterres.

Benjamin disse que não pode tirar conclusões destas declarações. Disse que a KKP só completará a sua tarefa em Agosto e que esse período será alargado até ao fim do ano. "No fim da sua tarefa, então entregaremos os resultados," he disse.

Patra M. Zen da Fundação Indonésia de Ajuda Legal (YLBHI) pediu à KKP para fazer uma recomendação que tome o partido das vítimas. Não é adequado que a comissão somente revele a verdade. Em adição, as vítimas precisam de ter os seus direitos, a comissão deve ser capaz de revelar o envolvimento dos líderes das forças Armadas Indonésias (TNI), Unamet, ou de outras partes suspeitas de serem responsáveis pelos incidentes em 1999. "Porque se a investigação da KKP resultar pode ser material para medidas legais," disse.

As notas serão incluídas na recomendação da comissão para o Presidente de modo a ser um padrão para o governo para fazer políticas em relação a Timor-Leste.

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Explorando o dragão
Transcrição do Programa de Rádio:

Asia2025
Março 14, 2007
A economia Chinesa

Sou Maryann Keady e está a ouvir a Asia 2025.

Na semana passada entrevistei José Belo acerca da violência em Timor-Leste, de que escrevi muito no ano passado.

E um traço do meu comentário foi a competição entre os papéis dos USA-Chineses no país, e de como a violência é somente um exemplo deste conflito geo-politico. E a importância das rotas marítimas à volta de Timor, nesta batalha.

Bem, uma académica Kate Reid Smith de Darwin, disse isto na semana passada.
‘se a China conseguir assegurar o controlo das rotas marítimas de Timor-Leste, a capacidade para isolar os bens militares e territoriais da Austrália e da Indonésia podem ameaçar a China, e abrir uma caixa de Pandora regional.’

Ela falou ainda das incursões que Pequim está a fazer em Timor, e do que isso significa para a pequena nação.

Falei com Kate de Darwin, e comecei perguntando-lhe como é que a China estava a criar um “estado satélite” em Timor.

Kate: Penso que me baseio no registo anterior de desenvolvimento e ajuda, especificamente desde 1997 para cá, como sabe, o Pacífico, África do Sul, Gwadar e Paquistão, Cambodia, Myanmar. Há uma certa trajectória que parece que a China está a percorrer e acredito que Timor-Leste faz parte desse futuro, desse futuro geo-estratégico que a China está a cultivar.

Asia2025: Certo, mas porquê Timor-Leste? Porque é que Timor-Leste seria um lugar em que estaria interessada?

Kate: Penso que tem tudo a ver com a geografia. Timor-Leste rico em hidrocarbonetes fica na Ásia do Sudeste marítimo. Aquela pequena, antiga e atrasada colónia está completamente inundada por redes marítimas vitais - globais, regionais – e realmente para a China faz todo o sentido dado que está na extremidade sudeste do seu pátio traseiro. Quererão participar destes recurso não aproveitado.

Asia2025: Bem, deixemos os recursos para mais tarde; quero falar acerca das rotas marítimas. Eu sei que os Estreitos de Ombei Wetar são vitais como são muitas das rotas marítimas à volta de Timor-Leste. Você disse que tem a capacidade, se a China criar uma base de apoio em Timor-Leste, para isolar bens militares e territoriais Australianos e Indonésios e abrir uma caixa de Pandora regional.

Kate: Sim.

Asia2025: Pode explicar-me isso?

Kate: Bem, estou a basear-me outra vez no que aconteceu em Myanmar e no Cambodia. Conforme se for desenvolvendo uma oportunidade estratégica para a China, eles podem oferecer empréstimos suaves a Timor para aquisições navais, por exemplo. É um Estado litoral; a China tem experiência em operações litorais.

Se a China quer proteger os seus bens como tem feito no Sudão e em África, destacará tropas para proteger os seus bens. Agora, dado que os pacotes de ajuda regional Chinesa são uma componente de tecnologias duais, penso que Timor-Leste, por causa do pequeno tamanho da sua população ignora isso, a comunidade internacional ignora isso basicamente, e acredito que a proximidade de Timor-Leste ao equador é somente um recurso não explorado que a China pode possivelmente e esta é uma possibilidade teórica, se quiser expandir as suas comunicações comerciais e negócios de satélite Timor-Leste seria uma mercadoria explorável, vendível para alugar espaço para lucro, por exemplo.

E se a China quisesse explorar em cenários de batalha de custos mais baixos e partilhar métodos efectivos de custo tais como como a guerra contra o terrorismo e guerras assimétricas, penso que a China estaria a procurar outro sítio onde pudesse construir uma outra pequena, mas você sabe, infra-estrutura electrónica clandestina, do tipo da que existe na Ilha Hainan onde se faz o rasteio do espaço e (há) outras instalações electrónicas, instalações para escutas, isso tipo de coisas podem entrar em jogo.

Também por outro lado é a procura pela China de ajuda à pesca, e muito do seu alcance marítimo tal como as Fiji, Namibia – onde está a outra estação de rasteio, tudo começou com as pescas. Fazem muito desenvolvimento de tecnologias próximas, pesca na costa, esse tipo de coisas.

Asia2025: Bem, há dois aspectos nisto, estão a construir o ministério dos estrangeiros e o Palácio Presidencial para quem quer que ganhe as eleições de 9 de Abril, mas a Austrália doa o seu próprio dinheiro, e eu quero dizer, temos oitocentos soldados em Timor-Leste, a Austrália tem, temos tropas da Nova Zelândia, a Austrália tem bases dos Estados Unidos no norte, com certeza que Timor-Leste está bem dentro da nossa esfera de influência. Não estou a dizer que não possa haver uma conjuntura crítica onde se encontrem, mas certamente a Austrália saberá disso.

Kate: Penso que a Austrália sabe disso, mas penso que é mais saber disso porque Timor-Leste está geograficamente inserida dentro duma vasta expansão marítima Indonésia. E a Indonésia mantém-se de grande significado estratégico permanente para a Austrália, assim qualquer perturbação nas rotas marítimas, por exemplo se a China destacar medidas anti-pirataria para proteger os bens pesqueiros deles ou seja o que possa acontecer na região, penso que o crescente sentimento de anti-Australianismo que está emergindo de Timor-Leste de acordo com relatos dos media pode estar a jogar nos interesses regionais da mão da China dado que a China está a tentar prosseguir nessas vastas estratégias marítimas, com uma marinha de água azul ou de água verde.

Não penso que a Austrália ignore o que se passa em Timor-Leste, penso que não está a analisar o seu significado, e penso que tomamos de barato que o status quo se mantenha o mesmo. Por isto, quero dizer que a Indonésia e a Austrália se manterão o nexo marítimo regional do Sudeste Asiático mas penso que Timor-Leste é um novo jogador do bloco que não está a ser levado a sério.

Asia2025: Falemos sobre cenários futuros.

Passei o último ano na América e conheço gente de lá que está preocupada com a construção marítima da China. Está a dizer que há uma possibilidade que Timor-Leste possa ser um posto de plataforma ou possa ser uma área de conflito no futuro na região, entre esses interesses dos Estados Unidos e da China?

Kate: Penso que sim, porque penso que durante muitos anos a Indonésia tem descansado na teoria marítima que os poderes marítimos maiores que tinham o maior interesse em manter abertas as rotas marítimas, tais como os Estados Unidos, continuariam a fazê-lo. Contudo, com a entrada da China, isso tem que ser repensado bem como depois do tsunami em 2004 vimos onde foram postas restrições às Unidades Expedicionárias Marítimas Americanas (MEU’s), onde antes podias atravessar, você sabe – cruzar com bastante facilidade, Índia, Paquistão, Sri Lanka, Indonésia, todos puseram restrições onde os destacamentos dos equipamentos marítimos dos USA e Australianos podiam de facto estar em relação às suas Zonas Económicas Exclusivas e Zonas de Pesca Exclusivas.

Asia2025: Pode explicar o que são?

Kate: EEZ é a Zona Económica Exclusive e ESZ é a Zona de Pescas Exclusiva, geralmente doze milhas náuticas e dependente de onde estão, obviamente, mas são bastante fluidas e nem todos os Estados aderem a elas. Na verdade se não são signatários da Convenção da Lei do Mar da ONU então não interessa de modo nenhum. Mas penso que a questão das ligações marítimas estão fora da linha directa de visão de Jacarta e de Canberra, e de Washington de certa maneira, particularmente as áreas minerais que rodeiam Timor-Leste bem como toda a Indonésia, urânio, estanho, ouro – qualquer metal, como sabe, e isso estende-se desde o sul das Filipinas até à costa de linha da Papua do Oeste onde significativos interesses pesqueiros Chineses tiveram, no passado recente, brigas com a Marinha Indonésia, assim é interessante ver que brigas entre navios de pesca com bandeiras Chinesas estão também a aumentar.

Asia2025: Parece que a economia joga uma grande parte nisto, porque a China está desesperada por recursos, desesperada por petróleo e gás, e por isso isto é uma parte significativa da sua expansão das suas necessidades na verdade, tanto quanto dos militares.

Kate: Sim, concordo e dadas as questões com o Médio Oriente, penso que é lógico que a China esteja à procura de uma miriade de áreas globais para fornecimentos alternativos de petróleo e de gás. Timor-Leste preenche o critério bastante bem.

Asia2025: Uma peça de evidência que a China tenta influenciar Timor é que a Petro China está a financiar um estudo sísmico para o petróleo e o gás em Timor-Leste.

Mas não é isso natural dado que Timor-Leste concordaria claramente com isso, sendo como é um país soberano, um país jovem, certamente quer ir ter com alguém que o quer, que vai pagar o preço mais elevado? Se reparar na Austrália, também recebemos de braços abertos o investimento Chinês no nosso país, no recife do Território do Norte. Assim de certa maneira, Timor-Leste nada mais faz do que outros país da região estão a fazer.

Kate: Concordo completamente, tendo em mente que Timor é também a primeira nova nação pós guerra fria do século 21, não é um produto ou um resultado de rivalidades da guerra fria. Não há nenhum sistema de alianças polarizado que tenha de influenciar, se sabe o que estou a querer dizer.

Não tem aquela mentalidade herdade da guerra fria e penso que tem sido muito prudente a maneira como Timor-Leste tem na verdade lidado com isto e encorajou e aceitou a ofensiva de charme da China, especificamente com os recursos dos hidro-carbonetos, porque é em ambos off-shore e on-shore que a Petro China tem estado envolvida em tecnologias de águas profundas, obviamente a procurar especificamente por hidro-carbonetos, à parte do Timor gap. Assim há uma vasa categoria de outras áreas, e sei que é uma questão muito emotiva quando continuamos a falar do Timor gap, mas há uma vasta quantidade de outras áreas dentro das responsabilidades marítimas de Timor-Leste tais como na costa de Oecussi onde acreditam que há vastas reservas de petróleo e carvão, também ao longo e na direcção da Ilha de Atauro há relatos que há lá petróleo.

Há, penso porque tudo tem sido focado no Timor gap, tem havido uma questão também, porque aquele tipo de detractores de olharem para outros lados, sabe o que eu quero dizer, não sabe? Sobre o Estreito de Ombei Wetar.

Asia2025: Bem é o para os submarinos mais profundos, é a passagem submarina mais profunda não é?

E isso como compreendo é muito importante para os Estados Unidos, e para qualquer país ……

Kate: Qualquer submarino convencional ou nuclear pode transitar naquela passagem de água profunda sem ter de vir à superfície. É a única na nossa rede marítima regional, e é a quarta passagem marítima mais importante sob o ponto de vista estratégico depois dos Estreitos de Malaca e Lombok.

Lembro-me do Primeiro-Ministro Alkatiri, não muito depois de Timor-Leste ter ganho a independência ter realçado o facto de a China – a Petro China em particular, ter ganho o contracto para a exploração off-shore e, na costa de Oecussi que fica nos Estreitos de Ombei Wetar.

Poucas facetas de tecnologia marítima que parecem estar desvalorizadas no argumento mais emotivo do Mar de Timor, penso que actualmente, penso que as relações China/Timor-Leste podem estar já num ponto de discussão diplomática, e penso que a Indonésia e a Austrália estão com problemas em chegar a termo com o facto que há dois novos jogadores maiores na nossa região estratégica, sendo estas obviamente a China eTimor-Leste como um jogador emergente.

Não por causa do seu tamanho, mas simplesmente por causa da sua geografia, por estar onde está.

Está perto destas redes estratégicas, como outras áreas no Sudeste da Ásia como as Filipinas, quando a Presidente Arroyo, quando ela retirou as suas tropas em apoio do Iraque para garantir a libertação daquele motorista Filipino os USA diminuíram a ajuda estrangeira por mais de um quarto. Agora Pequim entrou e ofereceu mais ajuda à combativa Arroyo, e em poucos meses houve visitas recíprocas todas financiadas pela China entre a Presidente, o seu Ministro da Defesa e os seus contrapartes Chineses e depois seguiu-se um protocolo onde foi dada à China a exploração do petróleo no interior da Zona Económica Exclusiva das Filipinas.

E isto inclui mais milhões de dólares dos USA Chineses em assistência militar, programas de treino da língua Chinesa, equipamento de engenharia de todos os tipos. E vê-se que isto é completamente diferente de 1995 quando a China de facto apanhou militarmente áreas na Zona Económica Exclusiva das Filipinas e estabeleceu uma presença da Marinha de Libertação do Povo.

É por causa de todas estas pequenas coisas, penso, que Timor-Leste tem muito astutamente embarcado porque já não há aquela retórica da guerra fria de, como se lembra, jogar um contra o outro, os USA contra a Rússia por exemplo, para ganhar mais ajuda. E eu sei que Kiribati está a fazer a mesma coisa, joganda a questão de Taipé contra a China, mas a China em 2002 não é a mesma China que era em 1980 – sabe o que eu quero dizer? E penso que em todas estas pequenas tácticas que Timor-Leste aprendeu das nações mais pequenas.

Asia2025: Contudo, estive a falar com o Dr Mahathir Bin Mohamad de facto há duas semanas, e perguntei-lhe, como perguntei a Sir Michael Somare, que as pessoas estão a jogar com os USA e a China tanto quanto consigo ver. Que de facto toda a gente está a jogar o mesmo jogo e a ver que podem beneficiar. Dito isto, nesta altura, diria que os USA já está mais avançado estrategicamente do que a China desde 2001 por causa das acções e das acções diplomáticas que fez de regresso à Ásia, corrigindo o balanço que a China fizera anteriormente. Qual a sua ideia sobre isto?

Kate: Penso que se está a chegar a um estágio onde se vai chegar a qua questão de igualdade.

Não falo em conflito aberto entre os USA e China, mas com certeza que as coisas viraram a favor da China na região.

E também a maneira como a China tem estado a conduzir as relações internacionais há que ter na mente que Timor-Leste e a China são membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ou CPLP.

E esse é um fórum de amizade mútua, multilateral para as nações do mundo onde o Português é a língua oficial. E a China é um membro desse clube exclusivo por cauda de Macau. Agora apoiou a adesão de Macau a esta comunidade de países que falam o Português, mas retirou Hong Kong da Comunidade Britânica depois da reunificação em 1997.

Assim há estas pequenas e escondidas relações internacionais que a China tem através da região e sendo que Timor-Leste é um destes países que falam Português, e que eles têm estado a falar de outras coisas como de operações de protecção militar mútua e de uma força conjunta destacável para os países da CPLP e não penso que muitos dos centros de opinião estratégica (think tanks) nos USA e também na Austrália, estejam a analisar a algimas dessas outras ligações que a China vem forjando.

Assim, pegando no seu ponto, concordo que os USA tem tentado em parte re-ganhar a sua própria base de apoio estratégica no Sudeste da Ásia, mas penso, que depois de tudo, a China é de certo modo mais estuta, talvez tem uma visão geral das coisas, usurpando-as de outras áreas, isto é, no fim de contas Timor-Leste é uma outra nação independente que pode apoiar a China nas Nações Unidas. Por isso não penso que os USA esteja assim tão avançado como gostaria de estar, mas neste estágio está definitivamente à frente.

E esta foi Kate Reid Smith, da Universidade Charles Darwin.
E é tudo por esta semana.
Obrigada por nos ouvirem.

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Quem deve ser culpado pelo caos em Timor-Leste?
Opinion
Abril 04, 2007

The Jakarta Post
Aboeprijadi Santoso, Amsterdam

O antigo presidente B.J. Habibie foi muitas vezes o sinónimo de imprevisibilidade. Durante uma década foi visto como o leal principe herdeiro de Soeharto, contudo, como presidente, introduziu a liberdade de imprensa, libertou os presos políticos, iniciou a autonomia real das regiões, realizou eleições livres e presidiu a uma sucessão com ordem da chefia do Estado.

A mais surpreendente foi a sua decisão de oferecer o referendo que levou à independência de Timor-Leste em 1999. Agora ele culpa o antigo Secretário-Geral da ONU Kofi Annan pela violência que foi desencadeada depois da votação. Porquê?

A afirmação de Habibie frente à Comissão da Verdade e Amizade Indonésia-Timor-Leste recentemente, de que a decisão de anunciar o resultado da votação dois dias antes do planeado “tinha escalado a violência ", é duvidosa. Evita a necessidade de investigar o comportamento do aparelho de segurança e das milícias.
Em questão está se o anúncio antecipado pela ONU desencadeou a violência alargada.
Lembremos a dramática volta nos eventos em 4 de Setembro de 1999, o dia em que a ONU anunciou a vitória pró-independência. Em poucas horas, o medo invadiu a sociedade quando a euforia e a alegria da manhã no hotel Mahkota Hotel, Dili, cheio de pessoas para ouvirem a declaração da ONU, mudou para medo e as pessoas se foram esconder. Ouviram-se tiros, aumentaram as tensões, contudo havia pouca destruição. Dili era uma cidade morta. Receando as forças armadas ocupantes, as pessoas resistiram fugindo para o leste – algumas fizeram-no imediatamente depois de terem votado em 30 de Agosto. Tinham agido assim desde a invasão e na grande tragédia de Matebian nos anos de 1970s, e fizeram-no vezes sem conta em resposta a ameaças e à opressão.
Ao mesmo tempo que cerca de metade dos habitantes fugiram para o leste, a outra metade foi forçada a ir-se embora ou foi deportada para o Oeste de Timor. Mas isso só foi possível depois de terem chegado tropas extras em aviões Hercules à noite entre 4 e 6 de Setembro e as milícias terem sido destacadas para guardar os portos da cidade. Eu estava entre um grupo de activistas Indonésios e jornalistas liderado por Yeny Rosa Damayanti e Mindo Rajaguguk que testemunharam a cena em Dili com tensão visível até, isto é, ter ocorrido a carnificina. Estes foram dias quando perseguições, ataques à diocese do bispo Carlos Belo, mortes, infernos e deportações tinham acabado de começar nalguns lugares ou estavam prestes a começar noutros sítios.

Por outras palavras, a desordem só podia começar entre 4 e 6 de Setembro porque as forças armadas organizaram a violência das milícias mais extensivamente.

Entretanto, centenas de habitantes locais e de estrangeiros, incluindo o pessoal da ONU, estavam escondidos nos complexos da UNAMET (Missão da ONU em Timor-Leste) enquanto a maioria dos oficiais Indonésios, observadores e jornalistas tinham saído na semana antes de 4 de Setembro, incluindo oficiais de ligação, que era suposto protegerem o referendo administrado pela ONU. Muitos estavam claramente ao corrente da desordem que estava para vir. Alguns tinham sido mesmo avisados pelas autoridades militares em Jacarta para saírem do país, particularmente depois da ONU ter mudado a data do anúncio.

Isto sugere (que houve) algum planeamento das acções violentas.

Rumores acerca da vitória da pró-independência na noite de 4 de Setembro tinham chocado Jacarta. Isso pode ter causado algum pânico e levou as autoridades militares a agirem com rapidez -- possivelmente a implementar o assim chamado Plano B Garnadi. Mas dizer que por causa da mudança da data do anúncio da ONU, as tropas estavam "totalmente impreparadas" para enfrentar "motins" e, por isso, como Habibie e alguns oficiais indicaram, não podiam controlar as milícias, é virar a lógica e a realidade do avesso. Procuraram por isso um bode expiatório e encontraram-no na necessidade de agir antes do que estava planeado.

A verdade é que não houve quaisquer "motins" excepto incidentes esporádicos -- já para nem falar de grandes confrontos. O Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT), liderado por Xanana Gusmão a partir do complexo da embaixada Britânica em Jacarta, que comandou a guerrilha da Falintil e liderou o grupo pró-independência, tinha instruído os seus apoiantes a não responder a qualquer provocação.

Armadas, transportadas e apoiadas financeiramente pelas Forças Armadas, as milícias não eram unidades autónomas. Obviamente esta foi a estratégia das Forças Armadas, de usar próximos. Mas aqui há um problema de linguagem política. Desde o início, a intervenção de Jacarta em Timor-Leste foi construída (como sendo) uma resposta política e militar a uma "guerra civil ", apesar do facto de a sangrenta guerra entre Timorenses (Fretilin vs. União Democrática Timorense) ter terminado em 1974.

Vinte e quatro anos mais tarde, em Novembro de 1998, este paradigma foi reactivado e as milícias revitalizadas quando a administração de Habibie se moveu para a opção de uma autonomia de largo espectro. Jacarta queria pôr as milícias pró-Jacarta de Timor com estatuto igual ao das Falintil e tentou provocar as guerrilhas, ao mesmo tempo o chefe das forças armadas Gen. Wiranto chegou a Dili no dia crítico de 6 de Setembro, afirmando estar lá para reconciliar as facções Timorenses em luta -- retórica que o então porta-voz da resistência José Ramos-Horta comparou com "Jack o Estripador pretendendo reconciliar-se com as mulheres que violou ".

Contudo, o projecto falhou. Os comandantes das Forças Armadas não somente falharam em provocar as Falintil e, por consequência, descobriram que era mais difícil encontrar motivos para desacreditar e intimidar os apoiantes pró-independentes. A vitória dos últimos e o anúncio antecipado da ONU só tornou mais desesperados os oficiais humilhados.
Mas a linguagem -- o mito da "guerra civil" de Timor -- permanece. Em vez de observarem o modo de operar da carnificina orquestrada, i.e. a conduta do -- não a política sobre -- aparelho de segurança (que de acordo com um Acordo da ONU de 5 de Maio de 1999, devia garantir a segurança), Habibie marimbou-se da "guerra civil " e culpou o chefe da ONU e a UNAMET; nem sequer os explorou no seu livro recente. "Os seus" generais -- Zacky A. Makarim, Adam Damiri, Tono Suratman -- cantaram a mesma canção. O Gen. Wiranto, que vai testemunhar na próxima audição da comissão, provavelmente vai negar as suas responsabilidades e jogar outra vez a jogo da culpa.

Em vez de contribuir para a impunidade ao culpar os de fora, o antigo presidente B.J. Habibie devia analisar a tragédia que envergonhou o país -- exactamente quando fez uma análise de benefícios de custos a seguir a protestos pró-Timor em Dresden, Alemanha, em 1995 que, como este escritor testemunhou, o humilhou a ele a a Soeharto.

Pois que, não foi a análise pós-Dresden que levou à sua decisão de oferecer uma votação de auto-determinação e lhe fez ganhar o respeito internaconal?

O escritor e um jornalista da Radio Netherlands. Fez a cobertura do referendo de Timor-Leste em 1999.

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Editorial – O factor Gusmão
Jakarta Post – Abril 05, 2007

Timor- Leste está a preparar-se para a sua segunda competição de eleições presidenciais e parlamentares, que se realizam na próxima semana. Os eventos democráticos vêem na colação de pobreza alargada, taxas crescentes de desemprego e divisões políticas crónicas, tudo problemas que os novos líderes têm de responder.

A jovem nação tem uma urgente necessidade de líderes que não só sejam capazes de pôr a andar os motores económicos por meio de políticas afirmativas, mas que sejam também um símbolo de paz e de unidade.

Nos últimos cinco anos, sob a liderança do Presidente de saída Xanana Gusmão, Timor-Leste alcançou pouco em termos de ganhos económicos. Isto é compreensível, contudo, dado o facto de o Estado recentemente nascido se estar a consolidar depois da heróica luta do seu movimento pela independência que culminou na saída da Indonésia em 1999.

A explosão de violência e de desassossego civil em meados de 2006 exacerbou a situação da nação. Os eventos estagnaram a actividade económica no país tanto do sector privado como do sector público. O crescimento real negativo do PIB no ano passado (excepto do sector do petróleo) é mais uma prova da economia esforçada do país.

Timor Leste, sob um novo governo, continuará a enfrentar os mesmos velhos e grandes desafios. Estes incluem a construção de infra-estruturas, o reforço da muito jovem administração civil do país e a criação de empregos para os jovens.

Dos oito candidatos presidenciais que concorrem às eleições de 9 de Abril, José Ramos-Horta é sem dúvida o furioso favorito para suceder a Gusmão, que tem expressado interesse em ser primeiro-ministro.

Ramos-Horta tem todas as credenciais requeridas para liderar Timor-Leste. O co-laureado do Nobel passou cinco anos a poupar-se como primeiro-ministro, o que é um período mais do que suficiente para o qualificar para assumir a presidência.
Sob a Constituição de Timor-Leste, o cargo de presidente é largamente cerimonial, apesar de liderar oficialmente as forças armadas e ter o direito de vetar a legislação. O primeiro-ministro, contudo, é eleito pelo parlamento e detém poder real.

A intenção de Gusmão de concorrer ao cargo de primeiro-ministro pode ter sido desencadeado pela exigência popular de mudança do destino do novo país, que tem sido apelidado como uma das nações menos desenvolvidas no mundo. A sua liderança carismática será posta à prova quando tiver que lidar com a execução de políticas.

Mais importante, a presença de Gusmão na próxima administração pelo menos assegurará relações estreitas entre Timor-Leste e a Indonésia, o seu mais próximo vizinho.
Um antigo líder da guerrilha que passou anos preso na Indonésia, Gusmão tem revelado o seu excelente espírito pacífico. Pôs para trás dele os 24 anos de sangrenta governação Indonésia a favor da co-existência amigável com o antigo governante do país, uma decisão que é inaceitável pela maioria do povo de Timor-Leste.

Foi a inteligência de Gusmão que jogou um papel influente no estabelecimento da Comissão da Verdade e Amizade (CTF), que correntemente está a interrogar uma série de generais das Forças Armadas Indonésias em conexão com o turbilhão de 1999 em Timor-Leste.

A CTF parece ser o resultado de um compromisso político para enterrar o passado porque não tentará (alcançar) a punição mas antes a verdade por detrás de um dos períodos mais dolorosos da história Timorense.

Gusmão é sem dúvida um dos bens mais valiosos para Timor-Leste por causa das suas capacidades de fazer solidariedade e unidade. Isto é também o caso para a Indonésia, devido principalmente aos seus esforços persistentes para manter bons laços entre os dois países.

Mesmo se Gusmão perder a eleição, ainda merece uma posição respeitável no novo governo de Timor-Leste.

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Declaração de imprensa do Conselho de Segurança sobre Timor-Leste
Conselho de Segurança das Nações Unidas - 04 Abril 2007

SC/8994
A seguinte declaração para a imprensa foi feita hoje pelo Presidente do Conselho de Segurança, Emyr Jones Parry (Reino Unido):

Os membros do Conselho de Segurança expressaram o seu total apoio à realização de eleições presidenciais em Timor-Leste em 9 de Abril. Sublinharam a importância dessas eleições como um marco significativo no processo democrático no país.

Os membros do Conselho de Segurança apelam a todas as partes em Timor-Leste para aderir aos princípios da não-violência e aos processos democráticos e legais para garantir que as próximas eleições presidenciais tenham um impacto unificador e contribuam para aproximar o povo de Timor-Leste. Apelaram a todos os partidos Timorenses para assegurar que se realizem eleições livres, correctas e pacíficas e que seja respeitado o Código de Conduta eleitoral desenvolvido pela Comissão Nacional de Eleições.

Os membros do Conselho de Segurança expressaram apreciação sincera pelo continuado papel central da Comissão Nacional de Eleições, o Secretariado Técnico para a Administração Eleitoral e pela Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) na preparação das próximas eleições presidenciais. Expressaram o apoio continuado ao trabalho da UNMIT sob a liderança de Representante Especial do Secretário-Geral.

Os membros do Conselho de Segurança sublinham a necessidade da comunidade internacional continuar a dar apoio a Timor-Leste e dão as boas-vindas à presença de observadores eleitorais domésticos bem como internacionais nestas eleições em Timor-Leste.

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Monitores Internacionais independentes juntam-se em Dili
Solidarity Observer Mission for East Timor (SOMET) - Abril 4, 2007

Uma delegação internacional de observadores de eleições junta-se esta semana em Dili para monitorizar a eleição presidencial de 9 de Abril em Timor-Leste. A Solidarity Observer Mission for East Timor (SOMET), uma coligação de grupos de base que trabalham para apoiar a frágil democracia da nova nação, manterá uma presença continuada até serem implementados os resultados da corrida presidencial deste mês e das próximas eleições parlamentares.

“SOMET apoia um processo democrático livre, correcto e pacífico. Planeamos ficar em Timor-Leste até à contagem do último voto e à implementação dos resultados,” disse Jill Sternberg, coordenador do SOMET. “Se virmos insuficiências no processo defenderemos junto dos órgãos oficiais apropriados para as corrigir,” acrescentou.

A trabalhar em cooperação com organizações Timorenses não-partidárias, o SOMET observará e relatará sobre todos os aspectos, positivos e negativos, das eleições de 2007 em Timor-Leste.

“Actuaremos de maneira independente, sem tomar o partido de qualquer candidato ou partido,” disse Catarina Maria, coordenador do SOMET Dili. “Todos os observadores do SOMET estão ligados por um código de conduta que sublinha a nossa (postura) não-partidária e neutra.”

Grupos de solidariedade internacional organizaram a missão de observadores não-partidários a pedido de organizações da sociedade civil em Timor-Leste. Muitos dos observadores têm uma longa história com Timor-Leste, observação de eleições ou ambos. Vários participaram no Projecto de Observadores da Federação Internacional para Timor-Leste, a maior delegação de observadores internacional no referendo da independência em 1999.

“A solidariedade não é apenas nas eleições. Os nossos observadores regressarão com uma compreensão mais profunda de Timor-Leste e um compromisso para reforçar laços em curso com a nova nação,” acrescentou Sternberg.
SOMET é um projecto de base da ETAN (East Timor and Indonesia Action Network, com base nos USA), Stichting Vrij Oost Timor (VOT) da Holanda, Asia Pacific Solidarity Coalition (APSOC), Global Partnership for the Prevention of Armed Conflict (GPPAC), e World Forum for Democratization in Asia (WFDA).

Se nenhum candidato tiver na corrida presidencial de Segunda-feira mais de 50% da votação, haverá uma segunda volta em 9 de Maio. O corrente presidente de Timor-Leste disse que não anunciará a data das eleições parlamentares até haver um novo presidente. As eleições parlamentares não se podem realizar até 80 dias depois do anúncio.

Mais informações podem encontrar-se online em http://etan.org/etan/obproject/default.htm

Sem comentários:

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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